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Burnout em mulheres: sinais que você não pode ignorar

burnout em mulheres

Por Ana Caroline Belekewice | CRP 08/35178

Você já chegou ao fim de uma semana tão esgotada que nem o fim de semana foi suficiente para descansar? Não foi uma semana atípica, foi mais uma semana igual a todas as outras: trabalho, casa, filhos, cobranças. E aquela sensação persistente de que você está sempre devendo, sempre atrasada, sempre insuficiente.

Isso não é só cansaço. Pode ser burnout. E se você é mulher, as chances de estar passando por isso são significativamente maiores do que imagina.

O que é burnout, de verdade?

A Síndrome de Burnout é um estado de esgotamento físico, emocional e mental causado por estresse crônico, principalmente relacionado ao trabalho. Ela tem três características centrais: exaustão intensa, distanciamento afetivo do que você faz e sensação de que nada do que você produz tem valor.

Não se trata de preguiça, fraqueza ou frescura. A Organização Mundial da Saúde reconheceu o burnout oficialmente na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um fenômeno ocupacional. No Brasil, desde 2025, essa classificação passou a valer integralmente, consolidando o burnout como uma questão de saúde pública.

Os números são sérios: em 2024, mais de 472 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais no país, segundo o Ministério da Previdência Social. Entre esses casos, os relacionados ao burnout cresceram mais de 1.000% em apenas um ano.

Por que o burnout atinge mais as mulheres?

Os dados são consistentes e vêm de fontes diferentes. Estudos brasileiros registrados no DATASUS entre 2014 e 2024 mostram que mais de 71% dos casos de burnout notificados no país ocorreram em mulheres, a maioria entre 35 e 49 anos.

Esse número não é coincidência. Existe uma estrutura por trás dele. Segundo dados do IBGE, as mulheres brasileiras dedicam em média 21,4 horas semanais a tarefas domésticas e cuidados com pessoas, enquanto os homens dedicam, em média, 11 horas. Ou seja, depois de uma jornada de trabalho fora de casa, a maioria das mulheres entra imediatamente em um segundo turno, não remunerado, invisível e sem horário para terminar.

Além da dupla jornada, existe a pressão para ser produtiva no trabalho, presente em casa, boa mãe, boa filha e parceira disponível. No mercado profissional, as mulheres ainda precisam provar sua competência de formas que os homens simplesmente não enfrentam. Uma pesquisa com mais de 4.400 profissionais revelou que 66% das mulheres em cargos de alta gestão já apresentam burnout completo. Entre as que ocupam cargos intermediários, quase metade se encontra no mesmo estado.

Em resumo, o esgotamento não escolhe cargo. Ele escolhe quem carrega mais.

Burnout ou cansaço comum? Como diferenciar

Todo mundo cansa. O problema começa quando o descanso deixa de funcionar.

O cansaço comum passa depois de uma boa noite de sono ou de um fim de semana tranquilo. O burnout, por outro lado, não responde ao descanso da mesma forma. Você acorda cansada, sai de férias cansada e termina o dia já sentindo que não tem mais nada para dar.

Alguns sinais merecem atenção especial. A exaustão que não passa com repouso é o primeiro deles: a sensação de estar no limite vira o estado padrão, não a exceção. Junto a isso, é comum aparecer dificuldade de concentração e memória, com esquecimentos simples e lentidão para terminar tarefas que antes eram automáticas.

Outro sinal frequente é a irritabilidade fora do comum, em que pequenas situações disparam reações que surpreendem até você mesma. Ao mesmo tempo, pode surgir um distanciamento emocional do trabalho: as tarefas são feitas no automático, o sentido do que se faz desaparece e a indiferença toma o lugar do engajamento.

No corpo, os avisos também aparecem. Dores de cabeça frequentes, tensão muscular, problemas para dormir, alterações no apetite e queda na imunidade costumam surgir antes de a mente aceitar o que está acontecendo. Por fim, a sensação constante de insuficiência fecha o quadro: não importa o quanto se faça, nunca parece suficiente.

Se você está se reconhecendo em vários desses pontos, isso é um sinal importante para parar e prestar atenção.

Por que tantas mulheres demoram para perceber

Muitas mulheres chegam ao consultório sem saber que estão em burnout. Chegam acreditando que estão sendo fracas, que precisam se esforçar mais, que qualquer outra pessoa daria conta daquilo que elas não conseguem mais suportar.

Existe uma naturalização perigosa do esgotamento feminino. Frases como “toda mãe é assim”, “é fase” ou “você sempre foi ansiosa” atrasam o reconhecimento do problema e o pedido de ajuda, seja porque vêm de fora ou da própria cabeça da mulher que sofre.

Segundo dados do Ministério da Saúde, menos de 12% das mulheres com sintomas de burnout buscaram atendimento especializado no SUS em 2024. Isso significa que o problema real é muito maior do que os números oficiais conseguem capturar.

Burnout tem tratamento

Sim, e o principal pilar é a psicoterapia. O acompanhamento psicológico ajuda a entender o que alimenta o esgotamento, a reconhecer os padrões que levaram até ali e a construir limites que antes pareciam impossíveis. Com o tempo, também reorganiza a relação com o trabalho, com os outros e com você mesma.

Em alguns casos, o acompanhamento médico também é necessário, especialmente quando há sintomas mais intensos de ansiedade ou depressão associados. A combinação entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico, quando indicada, tende a produzir resultados mais rápidos e consistentes.

O que não funciona é ignorar. Sem cuidado adequado, o burnout não passa sozinho. Ao contrário, tende a se aprofundar com o tempo.

Quando procurar ajuda?

Antes que chegue na crise. Essa é a resposta mais honesta que posso dar.

Se você está se reconhecendo nos sinais descritos aqui, se percebe que o cansaço virou o seu estado padrão ou se a irritabilidade e a indiferença estão ocupando um espaço que antes era seu, isso já é motivo suficiente para buscar apoio. Procurar ajuda antes do colapso não é exagero. É prevenção.

Se quiser conversar sobre como o acompanhamento psicológico pode ajudar no seu caso, estou disponível para uma conversa inicial. Atendo online para todo o Brasil.

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Aviso: Este artigo tem caráter informativo e educativo. Não substitui avaliação ou acompanhamento psicológico individualizado. Em caso de sofrimento emocional intenso, procure um profissional de saúde mental.

Ana Caroline Belekewice é psicóloga clínica, especialista em Terapia do Esquema e Psiconutrição. CRP 08/35178. Atende online para todo o Brasil e presencialmente em Foz do Iguaçu.

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Sobre a Carol

Psicóloga especialista em psiconutrição e alimentação emocional. Atendo online mulheres no Brasil e exterior.

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