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Imagem corporal: como reconstruir a relação com o próprio corpo

Mulher abraçando o próprio corpo com gentileza, representando reconstrução da imagem corporal

Você já se olhou no espelho e desejou que o corpo refletido fosse outro? Já adiou comprar uma roupa, ir à praia ou tirar fotos esperando “estar melhor” para se permitir aparecer?

Se sim, você não está sozinha. A relação que muitas mulheres têm com a própria imagem corporal é marcada por desconforto, comparação e autocrítica. E, embora isso seja extremamente comum, não significa que precise ser assim para sempre.

Eu sou a psicóloga Ana Caroline Belekewice, atendo mulheres em terapia online com foco em comportamento alimentar, autoestima e Terapia do Esquema. Neste artigo, quero conversar sobre como a imagem corporal se forma, por que ela tantas vezes vira fonte de sofrimento, e o que a psicologia oferece quando alguém quer reconstruir uma relação mais respeitosa com o próprio corpo.

O que é imagem corporal — e por que isso importa

Imagem corporal é a representação mental que cada pessoa constrói sobre o próprio corpo. Ela envolve três dimensões principais: o que você pensa sobre seu corpo, o que sente em relação a ele e como age a partir dessas percepções (evita ou não fotos, escolhe ou não certas roupas, fala ou não sobre o corpo nas conversas).

O DSM-5, manual diagnóstico de referência em saúde mental, descreve a perturbação da imagem corporal como elemento central de quadros como anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno dismórfico corporal. Mas é importante dizer: nem todo desconforto com o corpo é transtorno. É possível sofrer com a própria imagem sem preencher critérios diagnósticos — e ainda assim viver com sofrimento real, que merece atenção.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que a percepção corporal influencia diretamente a saúde mental, o comportamento alimentar e a qualidade de vida. Quando o que vejo no espelho não combina com o que sinto sobre mim mesma, costuma surgir um conflito que se manifesta de várias formas: comer demais, comer de menos, evitar fotos, evitar saídas, postergar momentos importantes “até emagrecer”.

Como a cultura constrói o desconforto com o corpo

Vivemos em uma cultura que ensina, desde cedo, que o corpo da mulher é um projeto a ser ajustado, controlado, melhorado. Esse ensinamento chega antes mesmo de termos vocabulário para reconhecê-lo: através de comentários sobre o corpo da mãe, da avó, das mulheres da família, da menina ao lado.

Pesquisas brasileiras publicadas em revistas de psicologia e nutrição mostram que mulheres relatam insatisfação corporal em índices significativamente mais altos do que homens, e que essa insatisfação tende a aparecer ainda na infância. Estudos com adolescentes brasileiras mostram que muitas já desejavam emagrecer antes dos 12 anos.

Algumas das frases que mais escuto no consultório:

  • “Eu era magra na adolescência, mas mesmo assim achava que tinha que emagrecer mais.”
  • “Já tentei várias dietas. Sempre volto pior.”
  • “Não consigo me sentir bonita em fotos. Apago todas.”
  • “Espero emagrecer para começar a viver.”

Esses pensamentos não surgem do nada. Eles são, em boa parte, fruto de um ambiente que coloca o corpo da mulher como tarefa permanente — uma tarefa que nunca termina, porque sempre falta um centímetro, um tom de pele, uma idade. Redes sociais ampliam esse efeito ao oferecer um fluxo contínuo de corpos editados, filtrados, comparáveis.

Sinais de que a relação com seu corpo está adoecida

Nem todo incômodo com o corpo precisa de tratamento, mas alguns padrões merecem atenção mais cuidadosa:

  • Pensar no corpo todos os dias, várias vezes ao dia, com sofrimento
  • Evitar atividades importantes (trabalho, encontros, viagens, intimidade) por causa da aparência
  • Adiar a vida com a frase “quando eu emagrecer…”
  • Pesar-se compulsivamente ou se medir várias vezes ao dia
  • Olhar-se no espelho e enxergar partes isoladas, sem conseguir ver o corpo como um todo
  • Punir-se com restrição, exercício excessivo ou autocrítica intensa após comer
  • Evitar fotografias, espelhos ou roupas justas como regra

Quando esses padrões estão presentes de forma persistente, é importante considerar acompanhamento profissional. Sofrimento crônico com a imagem corporal pode ser parte de transtornos alimentares ou do transtorno dismórfico corporal — e merece ser olhado com cuidado por uma equipe que pode envolver psicóloga, médica e nutricionista.

Como a psicologia trabalha a reconstrução da imagem corporal

Reconstruir a relação com o próprio corpo é um processo lento, e nenhum profissional sério pode garantir resultados ou prazos específicos. O que a psicoterapia oferece é um espaço para investigar de onde vêm essas crenças, entender como elas se sustentam no presente e construir, aos poucos, uma relação mais funcional com o corpo.

Na prática clínica, alguns elementos costumam fazer parte desse trabalho:

  • Reconhecer a história da relação com o corpo: que mensagens foram recebidas na infância? Quais experiências marcaram a forma como você se vê hoje?
  • Identificar crenças centrais: muitas vezes, o desconforto com o corpo carrega convicções como “só sou amada quando estou magra” ou “meu valor depende da minha aparência”.
  • Trabalhar gatilhos: comparações em redes sociais, comentários de familiares, espelhos, balança, vestiários.
  • Cuidar do corpo, não apenas controlá-lo: aprender a perceber sinais de fome, saciedade, cansaço, prazer, em vez de seguir só regras externas.
  • Construir vivências corporais positivas: dança, movimento prazeroso, contato físico saudável, atividades em que o corpo é sentido — não apenas avaliado.

A Terapia do Esquema, abordagem com a qual trabalho, costuma ser muito útil nesses casos. Ela ajuda a identificar padrões aprendidos cedo na vida — como “padrões inflexíveis”, “merecimento condicional” ou “vergonha/inadequação” — que sustentam a relação difícil com o corpo. Ao reconhecer e ressignificar esses esquemas, fica mais possível construir uma relação que não dependa tanto do espelho ou da balança.

O papel da psiconutrição

A psiconutrição, abordagem que une psicologia e nutrição comportamental, também faz diferença quando o sofrimento com a imagem corporal afeta o comportamento alimentar. Em vez de focar em dietas e regras rígidas, ela busca devolver à pessoa a autonomia para se alimentar com flexibilidade, prazer e respeito ao próprio corpo.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) reforça que o trabalho psicológico nessa área deve ser sempre individualizado, baseado em evidências e centrado na pessoa — nunca em padrões estéticos. Isso significa que a meta da terapia não é fazer você “amar seu corpo” da noite para o dia, mas construir, com tempo, uma relação mais respeitosa, funcional e suportável.

Pequenos passos para começar hoje

Mesmo antes de iniciar a terapia, alguns gestos simples podem aliviar a relação com a imagem corporal no dia a dia. Eles não substituem acompanhamento profissional, mas já reduzem o nível de cobrança e abrem espaço para uma escuta diferente.

  • Reduza a exposição a conteúdos que adoecem: revise quem você segue nas redes sociais e silencie o que ativa comparação automática.
  • Diminua a frequência da balança: se pesar todo dia tende a alimentar o ciclo de cobrança. Experimente espaçar e observar como se sente.
  • Repare em micromomentos de gentileza com o corpo: uma roupa confortável, um banho calmo, um alongamento, uma pausa. Esses pequenos registros ajudam a reconstruir, aos poucos, uma relação menos hostil.
  • Cuidado com o vocabulário: a forma como você fala do próprio corpo molda como você se sente nele.

Esses passos não fecham o tema. São apenas portas de entrada para algo que tende a precisar de tempo, paciência e, em muitos casos, ajuda profissional.

Como saber se é hora de buscar ajuda?

Se a relação com seu corpo está atrapalhando sua vida — se você se isola, evita situações importantes, sofre todos os dias com isso, ou se a alimentação se tornou um problema — vale procurar um profissional. Não é preciso esperar chegar a um quadro grave. Quanto antes começar, mais espaço de manobra existe para construir uma relação diferente com o corpo.

A psicoterapia não promete que vai ser fácil ou rápido. Mas é um espaço para entender de onde veio essa relação difícil com o corpo — e para construir, aos poucos, um jeito diferente de habitar o próprio corpo, menos pautado por crítica e mais por cuidado.

Se quiser saber mais sobre como funciona o meu trabalho, entre em contato e conversamos.

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Este artigo tem caráter informativo e não substitui avaliação ou acompanhamento psicológico, médico ou nutricional individualizado.

Ana Caroline Belekewice — Psicóloga CRP 08/35178
Especialista em Terapia do Esquema e Psiconutrição | Atendimento online para mulheres

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Sobre a Carol

Psicóloga especialista em psiconutrição e alimentação emocional. Atendo online mulheres no Brasil e exterior.

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